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Fora da curva | |||||||||
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Casamento Não importa qual a religião, a cultura ou o local, casamento é sempre muito bom de assistir. Por mais que a sociedade esteja incrédula dessa formação familiar - e que não se acredite mais na durabilidade dessa instituição - é um momento único quando duas pessoas dizem o sim.
É lindo porque, ao chegar ali, tudo o que você quer é demonstrar ao mundo o quanto se ama aquela pessoa. É festejar ao lado de seus familiares e amigos mais queridos esse momento tão feliz. Mas mais que tudo é o desejo de eternizar o amor que une duas pessoas.
Ali, naquele momento, a felicidade transborda dos corações; o corpo transpira boas energias, é, enfim, o ápice de uma história construída e que segue em frente, a partir dali, cheia de ideais, sonhos e planos.
Casamento é amor, amizade, companheirismo e respeito. É compartilhar a dor, o prazer, os medos, os questionamentos, os sonhos, os projetos. É saber guardar a crítica, o conselho e a reclamação para hora certa, mas é também não deixar de dizer nada, concluindo que o outro foi capaz de entender seus anseios, broncas e necessidades.
Amar é oferecer o melhor de si mesmo ao outro, é dar sem esperar nada em troca. Amar é deixar-se conhecer, é permitir que o outro deixe vir à tona o melhor que possui em sua alma. É fazer o outro feliz, melhor, mais confiante, mais completo, mais humano.
Amar é conviver cada dia dessa nova união como se fosse o primeiro. É renovar periodicamente os melhores momentos, é criar uma atmosfera para reviver os bons sentimentos e os votos de uma vida unida e em comum.
Casar é a experiência máxima da boa convivência. É amar uma pessoa que tem hábitos, mentalidade, cultura, prazeres, gostos e desejos tão diferentes dos seus, mas que por algum motivo que não sabemos explicar queremos viver juntos, crescer, procriar e prosperar. É mágico, único e especial.
Escrito por Foradacurva às 21h22 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Escada vira piano A ação, feita em conjunto pela agência de publicidade DDB e pela Volkswagen, foi implantada em um metrô de Estocolmo, na Suécia criando um experimento chamado Fun Theory, uma tentativa bem ambiciosa de mudar os hábitos sedentários dos moradores da capital da Suécia. Para isso, transformaram as escadas de uma estação de metrô em um piano, o que aumentou surpreendentemente o uso das escadas em 66%. Escrito por Foradacurva às 21h02 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Biloca Eu estava de férias em Fernando de Noronha quando liguei para casa e minha mãe me contou que minha tia estava internada. Bel é a minha tia preferida, daquelas que vive na sua casa, faz bolos, te cutuca e está sempre a seu lado.
Voltei de viagem e fui direto ao hospital. Bel estava na cama, cheia de fios e aparelhos, mas ainda lúcida. Minha mãe havia me contado que ela teve dois aneurismas cerebrais, ficou com um olho paralisado, afetou completamente o sistema digestivo e perderá a memória recente. Bem, eu entrei na UTI. Ela olhou com seus olhos verdes para mim e me reconheceu imediatamente. “Que bom que você veio me ver! Você consegue me dizer o que estou fazendo aqui? Estou com dor de barriga, mas tudo isso por uma dor de barriga?”, ela me dizia.
Naquele mesmo dia os médicos resolveram colocá-la em coma para ver se o cérebro parava de inchar. Íamos todos os dias visitá-la. Por longos dias, apenas íamos segurar em sua mão e conversar um pouquinho. Até que um dia o médico decretou morte cerebral e nos deram a chance de despedir-se ainda com o coração batendo.
Eu entrei no quarto acompanhada de minha irmã. Ela me disse que a cama estava rodeada de espíritos que iriam confortá-la e recebê-la. Eu peguei pela última vez em sua mão e disse baixinho a seu ouvido o quanto eu amava. Ela sabia, eu sei que ela sabia, mas eu nunca havia dito como ela era importante para minha vida, para minha formação e para minha história. Daquele dia em diante eu prometi não esconder mais meus sentimentos. Foi uma dor sem fim perdê-la, mas também foi um grande ensinamento.
Muitas vezes tento lembrar de sua voz, de seus apertões. Cada dia tenho menos clareza, mas consigo lembrar de minha promessa. Tia, eu te amo e obrigada por essa lição de vida, de amor e de paz. Escrito por Foradacurva às 19h01 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] |
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